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segunda-feira, 9 de março de 2009

Desabafo

Esse blog surgiu há quase dois anos. Depois de alguns textos que tinha guardado e finalmente achava que podiam ser publicáveis. Primeiro ele era bem tosco, sem figuras. Até que um dia, minha amiga Lola aceitou deixar ele com cara bonitinha. E ela conseguiu que ele tivesse a minha cara. Agora já cansei da cara dele. Sem desmerecer o trabalho da minha amiga. Mas esse sintoma não é só para o blog. Também cansei um pouco da minha vida, ou melhor, de mim mesma. Cansei de me meter nos mesmos rolos, repetir os mesmos erros. Cansei de inventar histórias para deixar meu dia-a-dia com cara de aventura. Cansei também da realidade que não se parece com a aventura. Parece ser hora de me reinventar. Ou melhor, quem sabe seja hora de deixar ser. Preciso mostrar para o mundo que a beleza já não me é mais essencial. E esse estado bruto, apesar de já lapidado, por muitos anos, dói um pouco. Como se novamente estivesse no vivo. Depois de ter ralado o peito no cinto da minha mãe quando descia do colo dela. Eu sei que não dá mais para inventar vidas e, às vezes, cansa colorir os caminhos. E é a roda-viva da vida. Amigos, lugares, amores. Cada dia em um canto diferente. E a gente ficando cada vez mais longe das nossas histórias. E esse blog parado sem cor!

domingo, 11 de maio de 2008

Eu: por Mari.




Um dia a Mari escreveu de mim pra mim...

Eu ainda não sei muito bem como isso funciona, mas eu sou forte. Não é para qualquer um ser o que eu sou. Às vezes é sofrido, mas não dá para ser diferente, porque só assim eu sou feliz. Meus amigos e minha família me amam muito, me mimam, abusam de mim, me educam, mandam em mim e me aturam, às vezes. E porque eu amo tanto todos eles, mas tanto, deixo tudo isso acontecer. Às vezes eu olho o mundo e não me encaixo em lugar nenhum, e vou vivendo mesmo assim. Depois, é como se eu tivesse construído um mundo dentro desse mundo estranho, que é só meu e que é muito legal.

E continua a ser verdade naquele sentido dialético, de que os espelhos se multiplicam... de que do real vem a norma e a norma recria o real, recriando também a norma...